Quem foram estes cujos espíritos se
desvaneceram sem que eu pudesse lhes beijar
a fronte uma última vez e dizer ter-lhes amado?
Que rostos são esses em imagens que
invadem minha mente quando tento entender
o que se passou nos anos que nos afastaram?
Foram meus e fui deles, tantas vezes e,
por deus!, com tantas juras a isso!
Que gente fomos nós que mentimos
para nos ter e depois nem confessamos
para não nos perdermos?
Não há quem culpar senão a cada e a
todos, nem a quem lamentar pois só dentro
de cada reside a dor da perda do outro.
posted by JP FLORES at 10:07 PM